Governo do Distrito Federal
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4/03/15 às 20h41 - Atualizado em 29/10/18 às 17h26

SLU remove mais de 2,6 toneladas de rejeitos

Operação em espaços do órgão começou em janeiro e ideia é manter os serviços de limpeza de forma contínua

(Brasília, 4/3/2015) – Trabalhar com limpeza, não com lixo, é o propósito do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) ao remover rejeitos — resíduos sólidos não reutilizáveis — de espaços do próprio órgão. Desde o início da operação, em janeiro, até 26 de fevereiro, 2.629,29 toneladas foram retiradas de dois Núcleos de Limpeza — 871 toneladas do de Sobradinho e 1.758,29 toneladas do da Asa Norte. Outros espaços do órgão também vão receber trabalhos de remoção: os Núcleos de Limpeza Sul, do Gama, de Brazlândia e de Ceilândia, além da área de triagem no lixão do Jóquei, localizado na Cidade Estrutural — para onde será levado tudo que for recolhido. 

Duas empresas contratadas pelo SLU trabalham na operação — Valor Ambiental e Sustentare —, e o objetivo é manter os serviços de limpeza de forma continuada. “O SLU trabalha com limpeza urbana e deve preservar todos os seus espaços limpos e adequados à realização das atividades profissionais”, afirma a diretora Kátia Campos. 

O acúmulo de rejeitos se deu por dois motivos: a grande quantidade de resíduos sólidos não aproveitáveis no material vindo da coleta seletiva e, principalmente, a falta de pagamento, desde outubro, às duas empresas que realizam o processo de coleta — o que resultou na redução do serviço. De acordo com o SLU, os débitos de dezembro de 2014 referentes a pessoal foram pagos e o restante está em processo de reconhecimento de dívida. Os trabalhos realizados em janeiro foram totalmente quitados e os de fevereiro serão efetuados. 

O caminho do lixo
O material da coleta seletiva, quando recolhido, é levado a uma das sete áreas do SLU, além de dez espaços onde atuam grupos de catadores de materiais recicláveis. Após a triagem feita pelos catadores, o rejeito é enviado ao lixão do Jóquei.

Já a coleta doméstica ou os resíduos domiciliares, ao saírem das casas, podem GANHAR três caminhos: ou seguem direto para o lixão; ou para uma das quatro estações de transbordo (Núcleos de Limpeza Sul, de Brazlândia, de Sobradinho e do Gama); ou para uma das duas usinas de compostagem (Núcleos de Limpeza Sul e de Ceilândia). De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, resíduos domiciliares são aqueles originários de atividades domésticas em residências urbanas.

Nos dois últimos casos, depois de passar pelos núcleos, o rejeito também é enviado ao lixão. As distribuições para as estações de transbordo ocorrem para que os materiais não sejam transportados em grandes distâncias e por vários carros, de forma a minimizar os impactos do transporte — poluição e trânsito, por exemplo — e diminuir custos.

Colocar resíduos sólidos em lixões é considerado irregular pela Política Nacional do Meio Ambiente, de 1981, e pela Lei de Crimes Ambientais, de 1998. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, estabeleceu, entre outras imposições, a obrigatoriedade da reciclagem, e a disposição dos rejeitos apenas em aterros sanitários — técnica que minimiza impactos ambientais.

No Distrito Federal, a região da Cidade Estrutural é utilizada desde a década de 60 para depósito de lixo. Nos anos 80, a área hoje conhecida como lixão do Jóquei, que tem 176 hectares — o equivalente a aproximadamente 176 campos de futebol — foi cercada. De acordo com o SLU, não há data prevista para o encerramento das atividades do local como lixão. O término depende de três fatores principais: a existência de aterro sanitário; a destinação de espaço para resíduos da construção civil; e a definição de lugares adequados de trabalho para os catadores.

Aterro sanitário

Já foram tomadas providências junto à Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) para retomar as obras de infraestrutura do Aterro Oeste, em Samambaia. Atualmente, elas estão paradas devido à falta de pagamento das empresas responsáveis pela construção do local, na gestão anterior; a questões contratuais; e a problemas relativos à segurança das obras no período de chuvas.

Antes de começar as atividades desse aterro sanitário, o SLU analisa a possibilidade de dispor parte dos resíduos do DF em outros aterros na região. Por isso, vem realizando levantamento de outros espaços semelhantes no entorno do DF adequados para disposição final de resíduos sólidos. Além disso, está sendo avaliada a melhor forma de gerência do Aterro Oeste. 

O órgão estuda reunir os projetos existentes no governo relacionados ao assunto. A intenção é transformá-los em um único plano que envolverá todas as áreas e temas, como coleta seletiva, aterros sanitários, centros de triagem (locais para onde são encaminhados os resíduos da coleta seletiva) e reformas em áreas do SLU.


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