Governo do Distrito Federal
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9/06/21 às 13h07 - Atualizado em 14/06/21 às 13h42

SLU já tratou mais de 600 milhões de litros de chorume no Aterro Sanitário

Tecnologia moderna permite a filtragem do líquido produzido a partir do aterramento de resíduos sem prejuízos ao meio ambiente

MARIAMA MORENA, ASCOM SLU

 

O Distrito Federal atingiu a marca de mais de 600 milhões de litros de chorume tratados desde o início da operação do sistema de tratamento instalado no Aterro Sanitário de Brasília (ASB), em agosto de 2019. São 1.400 m³ de chorume tratados por dia no local.

 

O chorume é o líquido produzido a partir da decomposição dos resíduos que chegam diariamente ao aterro e, por isso, pode ter alta carga poluente. Mas ao receber o tratamento adequado, o líquido atinge o grau de pureza exigido pela legislação ambiental, podendo ser devolvido ao meio ambiente sem representar riscos. No caso do tratamento realizado no ASB, o efluente tratado é lançado no Rio Melchior, conforme autorização concedida pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa).

 

Nesta segunda-feira (07), uma comissão formada por servidores das administrações de Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol e órgãos do GDF, como polícia Civil, SLU, Caesb e Defesa Civil, realizaram uma visita técnica ao aterro e conheceram de perto o local onde é feito o lançamento do efluente tratado. No local, todos puderam verificar que não existe risco de poluição decorrente do tratamento de chorume realizado no ASB.

 

“Os representantes fizeram vistoria em vários pontos, conheceram de perto o nosso tratamento de chorume e verificaram que já temos um padrão de excelência. Não existe poluição causada pelo tratamento de chorume no Distrito Federal. Pelo contrário, nosso efluente atende a todos os padrões ambientais exigidos, inclusive com qualidade superior ”, explicou a gerente de aterros do SLU, Andrea Almeida.

 

A empresa Hydros Soluções Ambientais é a responsável pelo tratamento do chorume em Brasília. O contrato, assinado com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) em outubro do ano passado, permite tratar até 2.210 m³ de chorume por dia na época de chuvas. O líquido produzido pelos resíduos aterrados segue para dois reatores, onde recebe produtos químicos que iniciam o processo de purificação. Em seguida, o chorume segue para a usina, onde estão instalados 20 filtros da estação de tratamento.

 

Unidade de Tratamento de Chorume instalada no Aterro Sanitário de Brasília | Foto: Assessoria Adasa

 

Periodicamente o processo é fiscalizado e autorizado pelos órgãos de controle ambiental. Relatórios emitidos por esses órgãos atestam que todo o efluente despejado no rio está de acordo com a Resolução nº 430, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

 

Todo o investimento no sistema de tratamento permitiu ainda reduzir o passivo de chorume que era armazenado no aterro. O SLU chegou a construir 14 lagoas, atingindo quase 100 mil m³ de armazenamento de chorume não tratado. “Hoje, temos menos de 10 mil m³ de passivo. Isso só foi possível porque investimos em tecnologia e ampliação do tratamento”, explica a gerente do SLU.

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