Governo do Distrito Federal
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1/10/20 às 16h46 - Atualizado em 6/10/20 às 18h51

Programa Coleta Coletiva Consciente estimula separação de resíduos no DF

 

Nos últimos meses, o Programa Coleta Coletiva Consciente – realizado pelo SLU em parceria com as Administrações Regionais para engajar a população na coleta seletiva – está em expansão nas Regiões Administrativas, aproximando-se cada vez mais da população. Desde o início da pandemia da Covid-19, o programa foi reestruturado para o ambiente virtual e a partir de julho, com o retorno gradual da coleta seletiva no DF, foi retomado. As primeiras RAs participantes no novo formato são Paranoá, Riacho Fundo I e Riacho Fundo II, que já criaram seus Fóruns da Coleta Seletiva.

 

O Fórum funciona como um espaço de troca de experiências e conhecimentos sobre a separação correta dos resíduos. Por meio dele também são planejadas e organizadas ações de mobilização da comunidade para a coleta seletiva. “É uma ação importantíssima. Estou muito satisfeito com essa iniciativa do SLU pois ela vem somar ao trabalho que já vem sendo feito pela Administração quanto a gestão de resíduos. O Paranoá quer estar na frente com relação a coleta seletiva e essa parceria é estratégica para isso”, afirma o Administrador do Paranoá, Sérgio Damaceno.

 

As atividades incluem organização de cronograma de atividades de educação ambiental, mapeamento de pontos de coleta seletiva, criação de estratégias para incluir a coleta seletiva nos conteúdos escolares, verificação de locais para descarte de resíduos especiais, entre outras ações. “Estamos nos aproximando cada vez mais das lideranças de quadra para melhorarmos a conscientização sobre a coleta seletiva. Isso é fundamental. A comunidade está respondendo bem e apoiando a iniciativa. Agora vamos focar especialmente na parte de divulgação”, explica o Diretor de Articulação da Administração do Riacho Fundo I, Airton Costa.

 

Adesão da comunidade

 

A principal característica do Programa Coleta Seletiva Consciente é o empenho para integrar as comunidades e empoderar representantes de diversas áreas, como moradores, catadores de materiais recicláveis, professores, alunos, produtores, comerciantes, entre outros. Para a vice-diretora do CED Agrourbano Ipê do Riacho Fundo II, Gedilene Lustosa, a participação da escola é indispensável. “Temos a possibilidade de colocar em prática o que falamos na teoria sobre a importância da educação ambiental. Nossa escola já trabalha a sustentabilidade há muito tempo e tem uma comunicação muito boa com os moradores. Então é ótimo poder ajudar a mobilizar a comunidade para a separação dos resíduos”, afirma.

 

A diretora financeira da Cooperativa de Catadores Recicla Mais Brasil, Núbia Rodrigues, destaca a importância da iniciativa. “É um espaço em que podemos ampliar a divulgação da coleta seletiva e ter acesso a lideranças comunitárias, órgãos e instituições do Paranoá. Isso faz com que as informações sobre separação dos resíduos cheguem mais rápido à população. Fazer a coleta seletiva é muito importante. Todo o material que chega bem separado gera renda e sustento para os trabalhadores da nossa cooperativa.”

 

O presidente da Cooperativa Coopere, José Salustiano, ressalta que nos encontros do programa conhece melhor a comunidade e compartilha o ponto de vista dos catadores. “A gente percebe que os moradores do Riacho Fundo estão se empenhando em tentar melhorar a coleta seletiva. Isso para nós, membros da cooperativa, é muito importante pois pode melhorar a qualidade dos resíduos que chegam para triagem. Programas como esse trazem expectativas muito boas por dias melhores”, afirma.

 

Uma das estratégias de educação ambiental é a roda de conversa sobre resíduos sólidos. No Riacho Fundo II, por exemplo, foi feito um bate papo sobre como separar o vidro, com presença da população local e equipe técnica do SLU. O objetivo da atividade é formar multiplicadores de conhecimentos sobre a separação correta do lixo. “A comunidade é a protagonista das proposições dos fóruns. É escutando os problemas, recebendo as sugestões e construindo ações juntos que vamos conseguir planejar e melhorar a coleta seletiva. O diálogo é fundamental”, destaca a assessora especial do SLU e coordenadora do programa, Luciene Velez.

 

Próximos passos

 

O Programa Coleta Seletiva Consciente está em processo de apresentação e implementação em outras onze cidades: Plano Piloto, Brazlândia, Ceilândia, Gama, Itapoã, Lago Norte, Lago Sul, Recanto das Emas, São Sebastião, Samambaia e Varjão. Futuramente, elas também organizarão seus Fóruns da Coleta Seletiva.

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