Governo do Distrito Federal
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15/09/20 às 14h59 - Atualizado em 21/09/20 às 18h29

Compostagem em edifício no Noroestre é exemplo de sustentabilidade

Secretário de Meio Ambiente e diretor adjunto do SLU visitaram iniciativa e garantiram apoio para projeto

MARIAMA MORENA, ASCOM SLU

 

Os moradores do Edifício Mondo, localizado na Quadra 103 do Noroeste, estão dando o exemplo de como é possível, com baixo investimento, fazer uma grande transformação na gestão dos seus resíduos. Em julho deste ano, eles contrataram a 4 Hábitos Para Mudar o Mundo, uma startup que trabalha com recuperação ambiental e mudanças climáticas no DF, e montaram um sistema de compostagem no local. Desde então, todos os meses eles recolhem meia tonelada de resíduos orgânicos e transformam em adubo, que vai direto para os jardins e gramados da área residencial.

Na manhã desta terça-feira (15), o secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, e o diretor-adjunto do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Rômulo Barbosa, foram conhecer pessoalmente o projeto. O síndico do condomínio, Daniel Maia, e a arquiteta e urbanista fundadora da startup, Ana Maria Arsky, apresentaram o modelo de compostagem que utiliza o Método Lajes, desenvolvido em Santa Catarina.

 

“Nós tivemos essa iniciativa porque percebemos nesse período de pandemia um aumento considerável de resíduos. Nossos contêineres ficavam lotados e, em alguns momentos, não havia mais espaço. Então fizemos contato com essa empresa, que inicialmente realizou uma gravimetria, para análise dos nossos resíduos. Constatamos que 50% do lixo era orgânico. Foi quando surgiu a proposta da compostagem”, explicou o síndico.

 

 

No início, havia uma preocupação com cheiro e atração de vetores, como ratos, moscas e baratas. Mas, com o método implantado, essas variáveis são reduzidas. Os resíduos orgânicos coletados são amontoados em um recipiente de madeira, ao ar livre. Os restos de comida são cobertos com matéria orgânica seca e serragem, que reduz o cheiro ruim. Depois de 20 a 30 dias, o material está pronto para ser usado como adubo.

 

O síndico pediu apoio aos gestores para normatizar a permissão para esse tipo de iniciativa, pois, segundo ele, ainda há receio de alguns questionamentos jurídicos. “Sabemos que, para qualquer tipo de instalação em espaços públicos a gente precisa de autorização. Então gostaríamos de estar respaldados pelo poder público”, explicou.

 

O secretário Sarney Filho garantiu todo apoio à iniciativa e anunciou que irá criar um Grupo de Trabalho para, dentro de um mês, criar essa regulamentação. “Estamos à disposição para ajudar. Queremos que esse tipo de projeto sirva de referência para o Distrito Federal. Quem sabe combinamos a compostagem com o projeto de hortas comunitárias”, avaliou.

 

Para o diretor-adjunto do SLU, a iniciativa partir dos próprios moradores é louvável. “Não cabe apenas ao setor público. A geração e o gerenciamento de resíduos exigem envolvimento da sociedade. Vamos validar o projeto e inclusive incentivar que seja levado para outros espaços do DF”, afirmou Rômulo Barbosa.

 

O encarregado do condomínio, Daniel Sales, conta que o projeto transformou sua vida. “No começo eu tinha preconceito. Quando soube que ia mexer com lixo orgânico, fiquei desconfiado. Mas colocando em prática a compostagem, aprendi que é tudo feito de forma muito profissional, muito mais adequado do que aquele monte de lixo dentro de sacos no contêiner. E me orgulho de fazer parte do projeto, de saber que metade do lixo daqui não vai mais para o aterro sanitário. Agora, quero começar a compostagem na minha casa e incentivar outras pessoas da família a fazerem o mesmo”.

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