Governo do Distrito Federal
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13/10/17 às 17h53 - Atualizado em 14/09/18 às 16h53

Coleta Seletiva

O QUE É COLETA SELETIVA?

 

Coleta seletiva é o recolhimento de materiais recicláveis (papel, plástico, metal) que não devem ser misturados ao lixo comum das residências ou local de trabalho. Trata-se de um cuidado dado ao resíduo que começa com a separação dos materiais em orgânicos e inorgânicos, e, em seguida, com a disposição correta para o reaproveitamento e reciclagem.

 

De forma a sensibilizar as pessoas para questão do correto tratamento que os resíduos sólidos produzidos no dia-a-dia devem receber, seja nos ambientes públicos ou privados, a coleta seletiva também funciona como um processo de educação ambiental, na medida em que conscientiza as pessoas sobre os problemas do desperdício de recursos naturais e da poluição causada pelo lixo.

 

Os principais benefícios da implantação da Coleta Seletiva são:

 

• Ambientais: 

 

– Aumento da vida útil dos aterros sanitários, a partir da diminuição de resíduos que deixarão de ir para estes locais;

– Aumento do ciclo de vida das matérias-primas de cada resíduo coletado e reaproveitado;

 

• Sociais: 

 

– Geração de trabalho e renda aos catadores de materiais recicláveis;

– Resgate da cidadania dos catadores por meio de sua organização em cooperativas e associações.

 

• Educacionais:

 

– Estímulo à mudança de hábitos e valores no que diz respeito à proteção ambiental, conservação da vida e desenvolvimento sustentável.

 

• Culturais:

 

– Criação de novas práticas de separação dos resíduos, considerando que os materiais recicláveis permeiam por todas as atividades sociais.

 

• Econômicos:

 

– Redução de gastos com aterramento dos resíduos;

– Diminuição de gastos com a limpeza pública;

 

ONDE HÁ COLETA SELETIVA DE RESÍDUOS NO DISTRITO FEDERAL?

 

Atualmente a coleta seletiva é realizada em 17 das 31 regiões administrativas do DF pelo SLU. São elas: Brasília, Guará, Cruzeiro, Sudoeste/Octogonal/SIG, SIA, Sobradinho I, Sobradinho II, Lago Sul/Jardim Botânico, Lago Norte, Varjão, Taguatinga, Brazlândia, Ceilândia, Águas Claras, Vicente Pires, Estrutural/SCIA e Park Way. Os dias e horários de coleta seletiva podem ser consultados aqui . A previsão é de que a coleta seletiva seja ampliada para todo o DF em janeiro de 2018.

 

Nas RAs que não estão recebendo os serviços de coleta seletiva porta a porta, a população pode levar os materiais separados para as organizações de catadores ou para Locais de Entrega Voluntária ofertados por supermercados, shoppings, etc. A lista de Cooperativas e Associações de Catadores de Materiais Recicláveis está disponibilizada com informações cedidas por elas mesmas é apresentada a seguir.

QUAIS OS RESÍDUOS RECICLÁVEIS DEVEM SER SEPARADOS PARA A COLETA SELETIVA?

 

Papel e papelão

– Jornais, revistas, impressos em geral;

– Papel de fax;

– Embalagens longa-vida.

 

Plásticos

– Garrafas, embalagens de produtos de limpeza;

– Potes de creme, xampu, condicionador;

– Tubos e canos;

– Brinquedos;

– Sacos, sacolas e saquinhos de leite;

– Isopor.

 

Metais

– Molas e latas;

– Latinhas de cerveja e refrigerante;

– Esquadrias e molduras de quadros.

 

COMO SEPARAR OS RESÍDUOS RECICLÁVEIS PARA A COLETA SELETIVA?

 

– Desmanche as caixas de papelão;

– Evite dobrar ou amassar os papéis;

– Não precisa lavar o material. Limpe rapidamente as embalagens de plástico;

– Coloque tudo em um saco separado, verde ou azul;

– Toda sobra, principalmente restos de alimentos, borra de café, material engordurado e papel higiênico, vai para o Aterro Sanitário junto ao lixo orgânico;

– Vidros ainda não são recicláveis no Distrito Federal por inviabilidade econômica. Eles devem ser colocados junto com o material orgânico.

O QUE É UMA CENTRAL DE TRIAGEM?

 

É o local para onde são encaminhados os resíduos da coleta seletiva. Este material previamente separado e coletado em residências e comércios será dividido de acordo com a tipologia, para depois ser prensado e, posteriormente, comercializado para as indústrias recicladoras.

 

A central de triagem é destinada às cooperativas e associações de catadores que hoje trabalham coletando materiais recicláveis no aterro sanitário, órgãos governamentais, e até mesmo, nas quadras residenciais e comerciais do Distrito Federal.

 

O QUE É RECICLAGEM?

É o processo de transformação de um material, cuja primeira utilidade terminou, em outro produto. Além de preservar o meio ambiente, a partir do momento que minimiza a retirada de nova matéria prima, também gera riquezas aos catadores de materiais recicláveis.

 

O QUE SÃO RESÍDUOS SÓLIDOS?

 

Quando falamos em resíduos sólidos, estamos nos referindo a algo resultante de atividades de origem urbana, rural, industrial, de serviços de saúde, entre outros.

Esses materiais gerados nessas atividades são potencialmente matéria prima e/ou insumos para produção de novos produtos, ou ainda, fontes de energia.

Ao separamos os resíduos, estamos promovendo o primeiros passo para sua destinação adequada, permitindo assim, várias frentes de oportunidades como: a reutilização, a reciclagem, melhor valor agregado ao material a ser reciclado e melhores condições de trabalho para os catadores de materiais recicláveis. Outras frentes são a compostagem, o aumento do tempo de vida dos aterros sanitários e menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos.

 

QUAIS SÃO OS RESÍDUOS NÃO RECICLÁVEIS?

 

O Serviço de Limpeza Urbana orienta aos cidadãos responsáveis pela destinação final dos resíduos sólidos que separem estes materiais de duas formas: seco (reciclável) e orgânico. São considerados materiais orgânicos: papel-carbono, etiqueta adesiva, fita crepe, guardanapos e papel toalhas usados, fotografias, filtro de cigarros, papel sujo ou engordurado, fraldas descartáveis, copos de papel, embalagem emplastificadas, cabos de panela e tomadas, clipes, grampos, esponjas de aço, canos, espelhos, cristais, cerâmicas, porcelana, gesso, além do resto de alimentos de origem vegetal e animal.

 

Materiais não recicláveis:

– Cerâmicas;

– Vidros pirex e similares;

– Acrílico;

– Lâmpadas fluorescentes;

– Papéis plastificados, metalizados ou parafinados (embalagens de biscoito, por exemplo)

– Papéis carbono, sanitários, molhados ou sujos de gordura;

– Fotografias;

– Espelhos;

– Pilhas e baterias de celular (estes devem ser devolvidos ao fabricante);

– Fitas e etiquetas adesivas.

 

O QUE É COMPOSTAGEM?

 

O lixo orgânico é aquele que pode ser transformado em composto orgânico, ou seja, por meio de um processo chamado compostagem, vira adubo que pode ser utilizado em hortas e jardins. É o material separado na triagem dos resíduos não recicláveis e feito basicamente como sobras de alimentos, cascas de frutas e legumes, folhas e plantas.

 

O QUE FAZER COM AS LÂMPADAS?

 

As lâmpadas fluorescentes são constituídas por material tóxico, como o vapor de mercúrio muito nocivo a saúde humana e ao meio ambiente. Portanto, seu descarte não pode ser feito no lixo comum e sim entregue no local onde foi adquirido. Algumas empresas, lojas de materiais de construção e supermercados, recolhem em pequenas quantidades as lâmpadas de seus clientes.

 

Já o Serviço de Limpeza Urbana está atento ao acordo setorial em discussão entre o Ministério do Meio Ambiente e empresas fabricantes de lâmpadas fluorescentes, que estabelecerá as competências e deveres de todos os interessados.

 

O QUE FAZER COM OS PNEUS?

 

Um dos grandes problemas quando se fala em resíduos sólidos são os pneus. Apesar de já existirem inúmeras alternativas para minimizar os impactos negativos desse material ao meio ambiente, os pneumáticos descartados indiscriminadamente podem causar grande prejuízo à vida humana, pois, além de seu tempo de degradação ser indeterminado, eles podem contribuir para assoreamentos e enchentes, além de servir de abrigo para o mosquito da Dengue.

 

Por força da Lei 12.305 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e, consequentemente a Logística Reversa, que determina a obrigatoriedade do recolhimento dos pneumáticos por seus produtores, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), mantém uma parceria com a empresa Reciclanip, que recolhe todo este material produzido no Distrito Federal. Assim, o SLU disponibiliza locais (Núcleo de Limpeza do Gama, Sobradinho e Asa Norte) para a entrega dos pneus usados e inservíveis, além de fazer a coleta diária quando há o descarte em locais impróprios.

 

CUIDADOS COM O LIXO DOMÉSTICO

 

Simples lâmpadas, copos, louças e embalagens podem não parecer perigosos, mas são um risco em potencial, já que podem quebrar com o manuseio. É preciso procurar um material mais rígido para o acondicionamento, como jornal, papelão, latas, garrafas pet ou mesmo embalagens de leite.

 

Materiais perfurantes como pregos, parafusos, arames e, até mesmo, as lascas de madeiras, devem ser colocados em latas, embalagens plásticas ou embrulhados em grandes volumes de jornal. Quanto aos pregos e parafusos, é interessante entortá-los com martelo, sempre que possível. A tampa serrilhada da lata de conserva também pode machucar e a recomendação é dobrá-la para dentro, pois assim a serrilha estará protegida pela própria lata. E por fim, caso o volume do lixo seja excessivo ou muito pesado, deve-se utilizar dois sacos para acondicioná-lo.

 

SLU - Governo do Distrito Federal

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