Governo do Distrito Federal
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5/06/20 às 16h38 - Atualizado em 10/06/20 às 11h35

Brasília fica em 2º lugar no ranking de saneamento do Brasil

Capital do país ocupava o 12º lugar no ranking de 2019; destinação adequada dos resíduos foi o principal índice que melhorou a posição

MARIAMA MORENA

 

Brasília é a segunda capital do país no ranking nacional de saneamento básico divulgado hoje pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes). Atrás apenas de Curitiba, a capital do país é a que possui melhor índice na prestação de serviços de água, coleta de esgoto e gestão de resíduos sólidos. A divulgação do resultado foi feita durante evento online, com a participação de representantes da associação e também de gestores dos municípios que obtiveram as melhores notas no levantamento.

 

O resultado mostra a evolução dos investimentos nesse setor, considerado fundamental para a saúde pública. No ranking do ano passado, Brasília ocupava a 12º posição entre as capitais. O salto para a segunda colocação deve-se, sobretudo, aos investimentos na destinação adequada dos resíduos (um dos cinco critérios avaliados pelo estudo). No ano passado, Brasília tinha nota 58,51 nesse quesito (a nota máxima é 100). Agora, a capital alcança 98,76 pontos. Os outros quesitos (atendimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto e coleta de resíduos), que já possuíam boas notas, também tiveram melhora no desempenho. A nota total de Brasília foi de 484,36 pontos (a nota máxima é 500), o que a coloca na categoria rumo à universalização de saneamento básico no país.

 

O levantamento tem como referência o ano de 2018, que foi justamente quando Brasília encerrou as atividades no antigo lixão da Estrutural e inaugurou o novo Aterro Sanitário, em Samambaia, que garantiu a destinação correta dos resíduos sólidos. De acordo com a diretoria Técnica do SLU, Fabiana Ribeiro, isso demonstra como a gestão adequada dos resíduos exerce um papel fundamental nas condições de saneamento básico.

 

“Hoje temos o aterro sanitário funcionando, com boas condições, dando destinação adequada às mais de 2,4 mil toneladas de resíduos que ali chegam diariamente. Além disso, temos medidas importantes, como investimentos na ampliação da coleta seletiva, equipamentos para melhorar a coleta convencional, e tudo isso faz parte da gestão adequada de resíduos”, avaliou.

 

Durante a transmissão do resultado, o presidente da ABES-DF, Sérgio Gonçalves, entregou ao presidente da Caesb, Daniel Beltrão, o “Selo de Cidade Destaque”, entregue às cinco cidades que se destacaram nesse trabalho. Para o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF, o resultado mostra que Brasília está no caminho certo.

 

 

“Quero agradecer ao governador Ibaneis Rocha pelo apoio e preocupação com esta área, que está totalmente relacionada à saúde da nossa população. O saneamento básico no Brasil vem sendo de certa forma relegado, na minha visão. A quantidade de obras e tubulações que existem debaixo das metrópoles é desconhecida por grande parte da população. Temos investido muito e vamos continuar investindo. A Caesb pretende nos próximos anos ampliar o atendimento e chegar a 100% de cobertura, seja na distribuição de água ou coleta e tratamento de esgoto”, declarou Beltrão.

 

Pesquisa

 

O Ranking da Universalização do Saneamento foi apresentado pela primeira vez em outubro de 2017. Utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, e cruza estes dados com as informações disponíveis sobre as doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado. Essas doenças estão relacionadas em sistema de informação do Ministério da Saúde.

 

Nesta edição, o levantamento foi realizado com dados de 1.857 municípios que abrigam 70% da população do país. De acordo com o relatório, o Brasil registra atualmente 40 mil internações por falta de saneamento nos primeiros três meses do ano. Os gastos com essas internações chegam a R$ 16 milhões.

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